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Como fazer o dinheiro trabalhar por você?

Como fazer o dinheiro trabalhar por você?

Atualizado em 04/03/2022 às 2:36

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Ter um bom nível de renda nem sempre é suficiente para garantir o seu futuro financeiro. Tudo vai depender de como você lida com os valores que recebe. Nesse momento, uma pergunta vem à tona: como fazer o dinheiro trabalhar a seu favor?

A resposta abrange diferentes variáveis, que vão desde um diagnóstico da sua situação financeira até a realização de investimentos, passando por conhecer o melhor banco para aplicar a quantia que possui, compreender como funcionam os juros compostos e aprofundar seus conhecimentos sobre finanças.

Para explicar como todos esses aspectos estão relacionados, neste artigo vamos responder o seu questionamento a partir dos pontos apresentados.

Desse modo, você terá uma visão ampla sobre o assunto e saberá o que fazer para ter um retorno melhor do montante que sobra mensalmente.

Então, vamos lá conferir o passo a passo que deve ser seguido? A primeira atitude é:

Faça um diagnóstico de sua situação financeira

O livro Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki, foi lançado em 2000 e apresentou um conceito bastante interessante: “parar de trabalhar pelo dinheiro e fazer o dinheiro trabalhar para você”. Essa afirmação é uma mudança de paradigma, que precisa ser implementada o quanto antes.

Afinal, quando trabalha para receber o salário, está construindo os sonhos de outras pessoas.

Ao optar por deixar determinada quantia render, você começa a formar seu patrimônio e, futuramente, conseguirá colocar seus desejos em prática. O problema é que, muitas vezes, nem sabemos como está nossa situação financeira.

Se esse é o seu caso, de nada adianta fazer promessas, pular as 7 ondas no final de ano ou guardar sementes de romã. O primeiro passo para ter sucesso é apostar no planejamento. Tudo começa pela anotação de receitas e despesas.

Essa atitude diagnosticará sua situação e ajudará a viver de renda, comprar algum bem de que precise ou possa sair do vermelho.

Lembre-se de que todos os gastos devem ser anotados, inclusive os menores. Tente reduzir as despesas e custos por meio de mudanças simples na rotina, por exemplo: preferência por almoços em casa, uso do transporte público, corte de desembolsos desnecessários etc.

Uma dica relevante é atentar às tarifas e taxas bancárias. O pagamento desses valores pode passar despercebido, mas é possível desembolsar uma quantia mensal significativa. Nesse caso, vale a pena tentar alterar o seu pacote da conta-corrente por um mais básico.

Tenha em mente que simples mudanças fazem toda a diferença. A partir disso, você poderá definir quanto vai economizar mensalmente. O ideal é reservar entre 10% e 30% do que recebe todos os meses.

Essa atitude deve ser prioritária para evitar que a quantia seja gasta em aquisições supérfluas. Algo que ajuda bastante é manter o foco, ou seja, recordar sempre que a ideia é fazer o dinheiro render cada vez mais.

Por fim, evite a impulsividade, pesquise preços antes de comprar algo e pague à vista para conseguir um desconto. Se for parcelar, questione se há juros embutidos e só opte por essa modalidade se essa taxa não incidir. Assim, você terá um controle maior dos gastos e conseguirá equilibrar melhor seu orçamento familiar.

Entenda como fazer o seu dinheiro render mais

A compreensão sobre sua situação financeira leva a esse momento. No entanto, não há fórmula mágica para saber como fazer o dinheiro render mais.

Há várias opções que podem ser adotadas — e a sua escolha deve ser feita conforme seu conhecimento, interesses, crenças, objetivos e ambiente em que vive.

Perceba que o objetivo vai além de simplesmente obter uma quantia maior. O que você busca é fazer o montante que já tem render ainda mais. Esse é um processo que leva tempo, e exige paciência e disciplina.

Nesse cenário, podemos buscar novamente a referência de Kiyosaki para apresentar os 4 tipos de pessoas existentes: empregado, autônomo, donos de negócios e investidores. Os dois primeiros estão de um lado e os últimos, de outro. O que os diferencia? A forma pela qual ganham dinheiro.

Utilizando esses 2 grupos como base, percebe-se que o primeiro tem como renda suas horas de serviço. Assim, se param de trabalhar, deixam de receber. Já o segundo tem lucros mesmo que sua presença seja indireta ou esteja temporariamente ausente. Isso significa que os donos de negócios e investidores usam os recursos que possuem de forma passiva para ampliarem seus patrimônios.

É aí que fica claro a necessidade de fazer seu dinheiro multiplicar. Esse é o segredo da riqueza. Porém, como passar do primeiro grupo para o segundo? O segredo é aplicar o seu dinheiro em alternativas interessantes. Dessa forma, você estará do lado da minoria das pessoas e chegará, finalmente, aonde quer.

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Considere boas opções de investimento

O desconhecimento sobre esse assunto faz muita gente literalmente perder dinheiro. Acha exagero? Então, responda às seguintes perguntas:

  • Você sabe qual é o risco de investir?
  • O que é melhor: renda fixa ou variável?
  • Quais são os investimentos mais atrativos?
  • Como fazer o dinheiro render no banco?

Se ficou em dúvida em relação a um ou mais dos questionamentos, pode ter certeza: ainda precisa compreender melhor o assunto para saber como fazer o dinheiro multiplicar. Nesse momento, é fundamental entender melhor a relação entre risco e as aplicações.

Qualquer investimento implica a possibilidade de perder dinheiro, mas há alternativas mais seguras que outras. Basicamente, os riscos podem ser divididos em:

Risco de mercado

Sua mensuração é feita pela diferença entre a performance de uma aplicação em comparação a uma referência, que pode ser, por exemplo, o Ibovespa — Índice da Bolsa de Valores de São Paulo — ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que fundamenta as operações entre as instituições financeiras.

Nesse caso, o risco se refere aos movimentos de câmbio, taxas de juros e preços. Todos os investimentos passam por essa ameaça, chamada volatilidade. Para reduzir as chances de perda, o ideal é diversificar a carteira de aplicações.

Risco de liquidez

Esse termo faz menção à facilidade ou dificuldade de vender um ativo. Um título altamente líquido, então, é aquele que pode ser facilmente comercializado, o que permite ao investidor receber o dinheiro quando necessário.

A vantagem é que você pode usar esse risco ao seu favor. Para isso, é necessário aplicar parte do dinheiro em investimentos de longo prazo e menor liquidez, para ter um retorno mais elevado.

Risco de crédito

Sua ocorrência está relacionada à falta de pagamento por parte da instituição que emitiu o título. Algumas modalidades de investimento são mais seguras porque têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), entidade que cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira em caso de calote. Entre as aplicações abrangidas por essa modalidade está o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Risco operacional

Esse é um perigo praticamente inexistente, porque ocorre somente em caso de falhas ou fraudes na operação. Quando o investidor opta pela renda fixa, o risco operacional inexiste.

Essa ameaça também é mais rara, porque se relaciona à legalização de cláusulas e contratos. É mais comum em cidades menores e comunidades fechadas, já que o investidor aposta em um serviço de gestão que oferece rentabilidade muito mais alta que outros produtos semelhantes existentes no mercado.

É importante mencionar que o risco legal é inexistente quando você adquire títulos de instituições financeiras. Geralmente, ele surge em caso de agentes não autorizados que captam aplicações.

Por isso, o ideal é procurar um banco ou corretora conhecida no mercado. Você também pode verificar a regularização da entidade diretamente no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Assim, você conseguiu compreender que o risco é inerente ao processo de investimentos, mas pode ser significativamente reduzido. Por isso, indica-se que, pelo menos no início, você adote as aplicações de renda fixa, que oferecem uma segurança bastante elevada.

Entre as opções de investimento nessa modalidade estão:

CDB

Esse é um papel emitido pelos bancos, ou seja, você empresta dinheiro para a instituição financeira e recebe o valor aplicado mais os juros da operação. É um investimento bastante seguro, sendo que a rentabilidade pode ser de juros pré ou pós-fixados.

No primeiro caso, sabe-se exatamente quanto receberá de retorno na data de vencimento. No segundo, o rendimento depende de um indexador, que costuma ser o CDI.

A vantagem dessa aplicação é a segurança do FGC. Agora, talvez você esteja se perguntando o que é melhor: CDB ou poupança? A resposta é o primeiro, porque a rentabilidade é mais alta.

Para fazer uma comparação, o investimento de R$ 1 mil durante 24 meses resultará R$ 1.105,82 na segunda modalidade, considerando um retorno de 0,42% ao mês. Já na primeira o retorno pode chegar a 110% do CDI, o que, nesse caso, totalizaria R$ 1.138.

Dica: ao procurar o CDB para investir, vale a pena pesquisar bancos médios, que oferecem um rendimento mais elevado que os tradicionais. É o caso do Paraná Banco, que é bastante seguro e ainda oferece uma terceira modalidade, que é indexada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), taxa que rege a inflação oficial. O benefício é a proteção contra essa taxa que corrói o poder de compra.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

Essa é uma aplicação financeira que tem a finalidade de financiar atividades imobiliárias. Os principais benefícios da LCI são a isenção do Imposto de Renda e a segurança do FGC.

Além disso, a rentabilidade também é mais elevada, até mesmo que o CDB. Por sua vez, o risco é um pouco mais alto.

Letras Financeiras

Essa modalidade é destinada a investidores que desejam investir com segurança e podem manter o dinheiro aplicado até a data de vencimento, que é de, no mínimo, 2 anos. O risco é baixo e o valor para investimento é acima de R$ 150 mil.

Fundo Marlim

Esse é um fundo de ações de renda variável que oferece rendimentos em médio e longo prazos. As cotas são adquiridas de empresas de capital aberto que possuem bom histórico de pagamento de dividendos.

É uma oportunidade segura para quem deseja diversificar sua carteira de aplicações.

Saiba em que banco investir

A escolha da instituição financeira com a qual você aplicará seu dinheiro faz toda a diferença para fazer o montante render. Por exemplo: ao optar por um CDB pós-fixado de grandes bancos, o retorno costuma ficar em aproximadamente 80% do CDI.

Na prática, isso significa que o seu rendimento pode nem compensar a inflação, porque ainda há o desconto do Imposto de Renda.

Por sua vez, ao investir no Paraná Banco, por exemplo, a rentabilidade pode chegar a 110% do CDI para um investimento de 2 anos. Em outras palavras, a aplicação compensará a inflação e ainda oferecer um retorno bem significativo. Então, como definir qual é a instituição financeira mais adequada?

Existem diferentes variáveis. Uma delas é selecionar uma instituição sólida, que esteja presente há alguns anos no mercado e seja reconhecida. Se tiver perfil de banco múltiplo e atrelada a um grupo maior, é interessante, porque protege ainda mais seus investimentos.

Outro aspecto a ser considerado é o atendimento. O ideal é que a equipe esteja sempre disponível para sanar suas dúvidas e ajudá-lo quando necessário. Para isso, o melhor é que os profissionais sejam especializados, para que possam efetivamente contribuir para a gestão mais rentável da capital.

Além disso, vale a pena optar por bancos online. Assim, você pode entrar em contato por meio de e-mails e formulários e ainda tem a capacidade de investir diretamente pela internet, sem complicações e a qualquer hora do dia.

Outra facilidade é a abertura de conta, feita no ambiente digital e que passa por uma avaliação. Com a autorização, é possível aplicar a quantia que desejar.

Conheça o potencial dos juros compostos

Talvez você não se recorde das aulas de Matemática, mas os juros compostos no mercado de investimentos são o segredo para fazer o dinheiro render mais. O que acontece é justamente o seguinte: você se encarrega de acumular ativos e passivos. Com isso, o cálculo das taxas faz o restante do trabalho e garante que você possa viver de renda.

Como isso acontece? A explicação é simples: o dinheiro investido sofrerá o acréscimo de juros e a taxa que incidirá posteriormente incorrerá sobre o valor total acumulado, não sobre o original.

Para entender melhor, veja o seguinte exemplo: imagine que você poupou R$ 100 com um índice de 3%. No final de 1 ano, o total acumulado seria apenas R$ 103, ou seja, R$ 3 a mais.

No caso dos juros compostos, utilizando uma base trimestral, a quantia fica R$ 103,03 depois de 1 ano. A diferença não parece ser muita, mas acredite: quando você adiciona R$ 100 mensalmente durante os 12 meses, o montante fica em R$ 1.223,81, sendo R$ 1.200 aplicados e R$ 23,81 de rendimento.

Esse exemplo demonstra que, quanto maior for o valor acumulado, mais alto será o retorno que você terá. Por isso, se você aplicar R$ 20.000 com uma taxa de 5% ao mês, o rendimento chegará a R$ 35.917,13 ao final de 1 ano, o que significa que o retorno será de R$ 15.917,13.

A mesma quantia inicial com 10% ao ano em 15 anos totalizaria R$ 83.544,96. Entendeu como os juros compostos são o segredo para fazer o dinheiro trabalhar para você? Perceba que o longo prazo é mais interessante nesse caso, porque é dessa maneira que você construirá seu patrimônio.

Acompanhe seus investimentos

Esse é um passo fundamental para fazer o dinheiro trabalhar para você. Afinal, você é o maior interessado em fazer seus investimentos renderem o máximo possível.

Quando você ignora essa questão e simplesmente deixa as aplicações de lado, pode ter um desempenho ruim, capaz de ser até mesmo fatal para a conquista do seu objetivo.

No entanto, a dúvida é: com qual periodicidade se deve fazer o acompanhamento? Se o seu objetivo é aplicar o dinheiro em médio e longo prazo, o monitoramento pode ocorrer uma vez por mês. A cada 6 meses vale a pena fazer uma avaliação mais aprofundada.

Vale a pena mencionar que a renda fixa é uma vantagem nesse momento, porque a chance de perdas é praticamente nula. Por sua vez, a renda variável sofre muitas flutuações, o que pode causar ansiedade e nervosismo ao investidor.

Tenha em mente que, em qualquer dos casos, o mais importante é garantir que tudo esteja acontecendo conforme o planejado. Caso contrário, é importante rever a carteira de aplicações.

Além disso, é essencial ter uma referência para comparação. O CDI é um dos principais, especialmente para a renda fixa. O objetivo é sempre ter uma gestão ativa, o que significa que a sua aplicação deve ultrapassar esse indexador. Na prática, isso significa ter um rendimento acima de 100% do CDI.

Por fim, chega o momento de analisar a rentabilidade. Aqui, deve-se considerar o nível de risco e a volatilidade do ativo. O equilíbrio entre esses dois elementos ajudará a tomar decisões mais acertadas.

Por exemplo: se ao fazer a revisão semestral, você percebeu que um fundo no qual é cotista teve uma performance abaixo do esperado, é preciso analisar e verificar a possibilidade de resgatar o valor e aplicar em outra modalidade.

Aprofunde seus conhecimentos no assunto

Essa é a última etapa para garantir o rendimento máximo do valor investido em alguma modalidade. A educação financeira é essencial nesse momento — e ela pode ser conquistada de diferentes formas.

O caminho mais tradicional são os livros. Eles fornecem uma visão bem ampla sobre o mercado financeiro, o que é interessante para quem está começando a se aprofundar no assunto. Entre as obras mais indicadas estão:

  • Como Investir Dinheiro, de Rafael Seabra;
  • Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki;
  • Os Segredos da Mente Milionária, de T. Harv Eker;
  • Investimentos Inteligentes, de Gustavo Cerbasi;
  • Vamos Falar de Dinheiro, de Conrado Navarro;
  • O Milionário Mora ao Lado, de Thomas J. Stanley e William D. Danko;
  • O Homem Mais Rico da Babilônia, de George S. Clason.

Esses livros trarão conceitos essenciais para a aplicação do seu dinheiro e abordarão maneiras pelas quais você poderá viver de renda.

No entanto, há outras maneiras de aprender a investir. E-books e blog posts (como este!) de empresas especializadas são uma boa fonte de conhecimentos.

Além disso, há vários cursos pagos e gratuitos na internet, que explicarão de maneira mais específica como alocar ativos, diversificar a carteira de investimentos, investir em modalidades determinadas e mais. Você também pode obter várias dicas de investimentos que farão a diferença.

De toda forma, lembre-se de que o principal é a prática. É com as dúvidas do dia a dia que você conseguirá verificar o que ainda precisa conhecer, os assuntos nos quais já tem um conhecimento razoável e aqueles que já sabe muito bem.

Observe que, nesse processo, você não precisa se tornar um especialista em Economia ou mercado financeiro. Mas é relevante conhecer os aspectos básicos e até mesmo saber um pouco mais além para se precaver contra frustrações e perdas posteriores.

Como você pôde perceber ao longo deste post, apenas investir o seu dinheiro não trará o retorno esperado, que o permitirá viver de renda no futuro. No entanto, você pode mudar esse cenário e começar a pensar sobre esse assunto.

Neste conteúdo, nosso objetivo foi mostrar como é possível transformar esse sonho em realidade. Para isso, é preciso cumprir algumas etapas, que formam uma jornada longa, mas que realmente vale a pena.

Tudo começa com o diagnóstico da sua situação atual, compreensão de como o seu dinheiro pode oferecer uma rentabilidade maior, as melhores opções de investimento, o banco mais apropriado, o entendimento sobre os juros compostos e o acompanhamento das aplicações. Por fim, você viu que é necessário se aprofundar sobre o assunto para poder potencializar o rendimento.

É dessa forma que você conseguirá ter um futuro financeiramente mais tranquilo. Então, aproveite as dicas repassadas e coloque-as em prática agora mesmo. Afinal de contas, não é sempre que se sabe como fazer o dinheiro trabalhar para você!

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