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Como se faz um campeão?

Como se faz um campeão?

Atualizado em 30/05/2022 às 14:23

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O esporte é capaz de imputar a glória devida a uma grande vitória, porém, da mesma forma, os melhores aprendizados vêm com o sabor amargo das maiores derrotas.

Você já teve a oportunidade de assistir ao revezamento 4x100m livre de natação? Incorporado ao programa Olímpico em 1964 e rapidamente dominado pelos norte-americanos, a prova é uma das mais importantes para a modalidade e dura menos de 4 minutos.

A hegemonia dos americanos não se confirmou nas edições de 2000 (revezamento da Austrália com o ouro, e o Brasil em 3º lugar) e em 2004 (revezamento da África do Sul, com o ouro). Em Atenas (2004) uma jovem estrela – Michael Phelps, de apenas 19 anos, caiu na água 14 vezes, levando 8 medalhas, sendo seis de ouro. A pior derrota? Segundo ele, ter ficado com o bronze nos 4x100m livre.

Phelps é o maior atleta olímpico da história. Suas 28 medalhas (23 de ouro) não deixam dúvidas sobre o tema. Foi o recordista de medalhas em uma única edição dos Jogos, dominando todos os quatro estilos da modalidade. Sua primeira Olimpíada foi em 2000 (Sydney), com apenas 15 anos. Em Pequim (2008), além de bater o recorde de maior número de medalhas de ouro em uma única edição, com oito medalhas, obliterou sete recordes mundiais, isso sem falar na surpreendente edição dos Jogos do Rio de Janeiro (2016), em que, após voltar da aposentadoria, levou cinco medalhas de ouro e uma de prata.

O que se faz um campeão, em certa medida, é a sua capacidade de se manter firme ao plano, a estratégia. Phelps tinha um ritual, uma rotina que perseguia todos os dias, inclusive no dia de suas provas. Chegar ao local do evento, aquecer, sentar-se entre cadeiras vazias, usar sempre fones de ouvido. Tudo o que ele fez, teve um objetivo, e perseverar tornou-o, claro, em uma observação bastante rasa, um atleta ímpar.

Fundos de Multimercados, estratégia de longo prazo

Todo investidor sabe que além de diversificar seus investimentos, precisa estar ciente de que uma gestão de qualidade precisa ser vencedora ao longo do tempo, e não estar indicada ao curto prazo.

Fundos de Multimercado possibilitam que seu Gestor trâmite em diversos mercados, oportunizando retornos significativos (e acima do CDI) em qualquer ambiente, mesmo alguns sendo mais desafiadores do que outros. É nítido que, os anos mais recentes, não foram tão especiais para essa classe de ativos, porém, o cenário de “transição” de 2022 nada parece se concretizar com os dados mais recentes da Anbima.

Em março, os resgates dos Fundos Multimercados foram maiores do que R$ 6 bilhões. No primeiro trimestre do ano, a soma das saídas alcançou aproximadamente R$ 41 bilhões, isso sem levar em consideração saques solicitados em fundos com carências mais elevadas e que ao fechamento de março ainda não haviam sido liquidados em conta.

O acumulado do IHFA (índice da Anbima para Fundos Multimercados) fechou o primeiro trimestre com ganhos de 6,12% frente ao CDI, que no acumulado estava 2,42%, e ainda assim, os dados demonstram que a captação nos fundos de renda fixa supera R$ 109 bilhões.

Existe uma clara disfunção entre estratégia de investimentos e o fator tempo.

Warren Buffet sempre destacou que ter paciência é a melhor estratégia, e nesse sentido, orientar sua carteira de investimentos, comportando de forma coerente, risco e retorno é sempre o ideal. Investidores com perfis mais arrojados – por exemplo – costumam alocar aproximadamente 40% de seu capital nessa classe de ativo, então, confiar e perseverar em uma estratégia de longo prazo (mínimo de 3 anos para um Fundo de Multimercado), é fundamental.

De forma básica, antes de escolher um fundo – em qualquer classe – o investidor leva em consideração as características da gestão, a capacidade de oportunizar retorno (histórico), estratégia de alocação e outros. Para sair (realizar lucro ou prejuízo), parte-se do princípio que seria da mesma forma.

Abaixo destacamos duas Gestoras (Kapitalo e Ibiuna) com produtos Multimercados Macro, que atuam com estratégias similares, porém com níveis de volatilidade diferentes e que vem se provando ao longo do tempo: Kapitalo K10 FIC FIM: A estratégia é atuar nas quatro classes de ativos: commodities, moeda, juros e bolsa. O arcabouço para a geração de ideias é por análise fundamentalista, porém no momento de executar existe uma rotina técnica para

identificar tendências. É um modelo rentável por dois motivos: disciplina de risco (trabalhando com stop curto) e não há interesse em participar de posições overcrowded,

Ibiuna Hedge FIC FIM: Ibiuna Hedge FIC FIM é um fundo multimercado com enfoque macro global e grau de volatilidade moderado. O fundo tem como principal diferencial explorar ciclos de política monetária no mundo, principalmente através de posições nos mercados de juros, moedas, ações e commodities.

Mantenha-se próximo ao seu Gerente de Investimento, realize alocações ou realocações estratégias em sua carteira de investimentos. Quando sua escolha for por fundos, sempre leve em consideração o fator tempo. O seu patrimônio se constrói ao longo dos anos.

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